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Histórico

Publicado: Quarta, 04 de Novembro de 2020, 13h46 | Última atualização em Sexta, 06 de Novembro de 2020, 16h25 | Acessos: 25

A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) tem desempenhado um papel marcante no desenvolvimento socioeconômico da Região Norte, em particular no Estado do Amazonas, nos últimos quarenta anos. Prova disso é que, em 1986, o Instituto de Ciências Exatas (ICE) passou a oferecer o primeiro curso de graduação em Informática do Norte do país, o Bacharelado em Processamento de Dados, a cargo do Departamento de Estatística e Computação (DEC) e depois do Departamento de Ciência da Computação (DCC) - hoje, Instituto de Computação (IComp). Em 2000, uma comissão do Ministério da Educação avaliou o curso de Bacharelado em Processamento de Dados e sugeriu a mudança de denominação do curso para Bacharelado em Ciência da Computação, o que foi concretizado em 2001.

Entretanto, a área de computação da região amazônica não possuía nenhum programa próprio de pós-graduação stricto-sensu. Até 1999 existiam, em todo o Estado do Amazonas, apenas dois doutores em computação, sendo ambos do DCC. No Amazonas existiam apenas 20 mestres em ciência da computação, dos quais mais de um terço eram professores do DCC. Nesse mesmo ano, foi criada uma turma de Mestrado Interinstitucional (MINTER) em Ciência da Computação, o primeiro na região amazônica, através de convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – MINTER 062/99-CAPES. 

Essa única turma do MINTER formou, ao final de dois anos, 22 mestres dos quais vários prosseguiram para doutorado na UFMG ou em outros centros do país. Vale destacar que quatro professores que hoje atuam no IComp vieram dessa turma. Porém, como o processo de formação de recursos humanos altamente qualificados não poderia parar e o MINTER não poderia ser renovado, em 2001 foi criado o Programa de Pós-graduação em Informática da Universidade Federal do Amazonas (PPGI/UFAM) para atender a crescente demanda por profissionais qualificados, em nível de mestrado. Foram criadas quatro linhas iniciais de pesquisa, precisamente, Inteligência Artificial, Bioinformática, Bancos de Dados e Recuperação de Informação e Engenharia de Computação. No segundo semestre de 2001, o PPGI/UFAM iniciou as atividades e selecionou 32 alunos para a primeira turma, de um total de 183 inscritos, vinculados a empresas do Distrito Industrial da Zona Franca de Manaus e à instituições públicas e privadas de ensino.

Em 2003, o programa foi reconhecido pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e passou para o nível 3. Em 2004, participou da sua primeira avaliação e embora já tivéssemos uma boa quantidade de publicações em periódicos internacionais indexados referente à dimensão do corpo docente, nosso programa era bastante recente para alçado para o nível 4. Em 2007, após avaliação trienal, o PPGI/UFAM foi elevado ao nível 4 da CAPES. De acordo com o Comitê de Avaliação, nosso curso de mestrado já estava consolidado e apresentava produção científica estável, mas que só poderia ser elevada a níveis mais expressivos a partir do início do processo de formação de doutores. Com isso, em 2008, foi criado o curso de doutorado. No mesmo ano, o PPGI/UFAM ajustou suas linhas de pesquisa e passou a ter seis linhas de pesquisa: (1) Banco de Dados e Recuperação de Informação; (2) Inteligência Artificial; (3) Otimização, Algoritmos e Complexidade Computacional; (4) Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos; (5) Sistemas Embarcados e Engenharia de Software; e (6) Visão Computacional e Robótica. Tal mudança veio de encontro as expertises dos docentes atuantes no PPGI e das necessidades de empresas e indústrias da região.

Na avaliação de 2010, referente aos anos de 2007, 2008 e 2009, o PPGI/UFAM foi mantido no nível 4. O relatório do Comitê de Avaliação destacou a produtividade do programa, atribuindo conceito excelente em todos os itens da Ficha de Avaliação. Só não fomos recomendados para o nível 5 porque nosso curso doutorado era recém-criado (2008) e não havia formado nenhum doutor ainda, embora já houvesse produtividade dos nossos doutorandos. O comitê sinalizou que o PPGI/UFAM era um fortíssimo candidato a passar de nível no triênio seguinte, caso a produtividade fosse mantida e houvesse formação de doutores nos anos subsequentes. Em 2011, o PPGI/UFAM passou a ser vinculado ao Instituto de Computação (IComp), após a extinção do DCC. Além disso, tivemos a defesa de nosso primeiro doutor (Leandro Silva Galvão de Carvalho), com apenas 3 anos e 7 meses de curso. Hoje, o professor Leandro é o Coordenador Acadêmico do IComp.

Em 2013, na avaliação trienal de 2010 a 2012, o PPGI/UFAM obteve conceito muito bom em todos os quesitos, sendo assim, recomendado para o nível 5. O Comitê de Avaliação argumentou que o programa tinha qualidade comparável aos melhores programas do país, considerando a qualidade de sua produção científica, que estava entre as 20% melhores do país na área. O programa apresentou diversidade e qualidade de veículos na sua produção dos estratos superiores (A1, A2 e B1). O número de mestres titulados por docente estava acima da mediana nacional. O programa também formou seus primeiros alunos de doutorado, cujos resultados de pesquisa foram publicados em veículos de alto impacto. Os projetos de pesquisa contemplavam as linhas de pesquisa do programa, apresentando boa distribuição entre os docentes e linhas de pesquisa. O corpo docente era jovem e muito produtivo, contando com 8 bolsistas do CNPq (2 PQ-1, 4 PQ-2 e 2 DT). Todos os docentes permanentes trabalhavam em regime de tempo integral na instituição. As teses e dissertações do programa tinham boa qualidade conduzindo a publicações de alto nível. Os alunos concluíam as dissertações e teses em tempo muito bom, tendo em vista os parâmetros da área. Os dados foram muito bem informados e apresentados de forma clara pelo programa.

Na última avaliação da CAPES, desta vez quadrienal (2013 - 2016), realizada em 2017, foi mantida a recomendação do PPGI/UFAM para o nível 5. Nessa avaliação, apesar do comitê reconhecer a qualidade da produção acadêmica do PPGI/UFAM e a qualidade na formação tanto de mestres quanto de doutores,  foram apontados três (3) principais itens que devem ser aprimorados para que o programa possa ser reconhecido como um programa de nível 6: (1) a necessidade de melhoria na distribuição das publicações e da formação de doutores entre o corpo docente; (2) a necessidade de uma melhor integração das atividades de ensino e pesquisa com a graduação; (3) a quantidade de teses defendidas. 

Parte dos problemas apontados havia sido percebida pelo programa e já estava sendo resolvida, enquanto outros não eram, de fato, problemas à época da avaliação, apenas não foram reportados de forma completa. A nossa integração com a graduação, em particular, sempre foi excelente. Nós detalhamos melhor esse item no presente relatório para que tal integração fique mais clara. Quanto à distribuição de formação de doutores e produção em periódicos, esse item já estava melhorando como consequência natural da evolução de um programa jovem, pois muitos docentes haviam iniciado suas orientações de doutores havia pouco tempo. O mesmo vale para a quantidade de teses defendidas.

Além da melhoria natural dos indicadores, neste novo quadriênio, o PPGI/UFAM vem trabalhando para melhorar os pontos sugeridos na avaliação. Em 2016, antes mesmo do final do último quadriênio, a coordenação e o colegiado do programa já haviam percebido vários dos pontos enumerados pelos avaliadores e vários aspectos administrativos foram ajustados. Primeiro, um novo regimento interno (2016) e resoluções (2017) foram aprovados para regulamentar os prazos e critérios para qualificação e defesa dos alunos, especialmente os de doutorado. Por exemplo, o prazo máximo de qualificação de um aluno de doutorado é hoje de 30 meses (2 anos e meio), tendo como requisitos que o aluno tenha cursado e sido aprovado em todas as disciplinas e que apresente a comprovação da submissão de um artigo para periódico, do estrato superior, relacionado à tese. Nós também ajustamos a nossa regra de credenciamento anual para refletir a necessidade do nosso docente publicar em periódicos e de formar doutores. 

Também foram realizadas reuniões regulares (bimestrais) com o colegiado e com os discentes para apresentar dados estatísticos e explicar como poderíamos melhorar. Por meio dessas reuniões, nós identificamos, por exemplo, que a pouca submissão a periódicos foi caracterizada, pelos próprios discentes, como sendo cultural, visto que publicar em conferências possibilitaria fazer "networking" e conhecer culturas diferentes. Por fim, buscou-se projetos e parcerias para aumentar o investimento em publicações e interação nacional e internacional.

Os resultados começaram a surgir ainda mesmo em 2017. Nesse ano, foram formados 12 alunos de doutorado, quase o número completo de alunos de doutorado formados ao longo de todo o quadriênio anterior. No atual quadriênio (2017 a 2019), o PPGI/UFAM formou 78 mestres e 32 doutores, número expressivo, se considerado o tamanho do corpo docente. No total, já foram formados 346 mestres e 56 doutores no programa. Hoje, 18 docentes (dos 25 que participam do PPGI/UFAM) já formaram pelo menos um doutor entre 2017 e 2019. Nossos indicadores de produção em periódicos também aumentaram. Nesses três anos, já alcançamos 90% da produção de periódicos do quadriênio anterior. Vale ressaltar que nossa produção já era considerada boa em termos quantitativos, e ficou ainda melhor. A consolidação dos números ao final de 2020, deve mostrar um aumento entre 20% e 25%, quando comparado aos 81 periódicos no último quadriênio. 

Para finalizar, o programa tem buscado continuamente seu crescimento, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos, sempre com o intuito de oferecer formação de recursos humanos de excelência para a sociedade e com foco muito forte na transferência de tecnologia, seja por meio de projetos com empresas já criadas, seja pela criação de empresas de base tecnológica com apoio do PPGI/UFAM.

 

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